Sandra, ao ver Luís, disse:
- Mil perdões, Luís! Esqueci-me por completo de te avisar que vinha para aqui.
- Não te preocupes!
Ao cumprimentá-la, Luís notou qualquer coisa de estranho na amiga.
- Estiveste a chorar? O que é que se passou contigo?
- Ontem à noite em Alcântara apanhei o Raul em flagrante com outra mulher, muito mais velha do que eu. Tivemos uma enorme discussão e acabámos tudo...
Sandra abraçou-se a Luís a chorar com quantas forças tinha.
- Calma, Sandra! O mundo não acaba por causa disso. Eu sei que custa muito descobrir que estamos a ser traídos, mas faz-me um grande favor. Não chores! Tu és tão bonita!
- Onde foi que eu errei, meu Deus?! Eu sempre fui leal e honesta com o Raul! O meu amor por ele...
- Pára, Sandra! Não te martirizes mais, pois tu não tens culpa nenhuma do que aconteceu...
- Tenho, Luís, e muita! Eu confio em demasia nas pessoas, e depois é isto que acontece...
- Sandra, se alguém tem culpa do que aconteceu, esse alguém só pode ser o Raul, mais ninguém! O que ele te fez só prova que não merece o teu amor. Por favor, esquece-o! - disse Luís, pegando nas mãos de Sandra.
Maria, que até ao momento permanecera calada, disse:
- Fiquem à vontade, tá? Vou ali abaixo comprar qualquer coisa para o nosso lanche.
- Queres ajuda? - perguntou Sandra.
- Deixem-se estar! Não me demoro nada...
Quando Maria saíu, Sandra e Luís continuaram a conversar. É claro que Luís não iria desperdiçar aquela magnífica oportunidade...
- Sandra, perdoa-me a minha insistência...
- Porquê?!
- Passar as férias longe de ti só veio piorar as coisas.
- Não percebo!
- Este tempo todo sem te ver só veio confirmar que o amor que sinto por ti não é uma brincadeira.
- Por favor, Luís! Eu não mereço o teu amor...
- Se tu não mereces o meu amor, mais ninguém neste mundo o merecerá!
- Nem a Maria?
- Achas que seria justo eu magoar a Maria?
- Porque é que dizes isso?
- Não faz sentido eu pedir namoro a uma rapariga, sabendo que gosto de outra. Eu amo-te, Sandra! Dá-me uma oportunidade...
- Luís, eu não te quero desiludir, mas é que ainda ontem acabei um namoro, e acho que ainda não estou preparada para começar outro. Só preciso que me dês um tempo...
- Todo o que tu precisares! Se já esperei até aqui, não me custa nada esperar mais um bocado. Sandra, só mais uma pergunta para me sossegares o coração... posso ter esperanças?
Sandra sorriu, e disse:
- Podes, Luís. Grandes esperanças!
Luís sorriu, pegou nas mãos de Sandra e beijou-as. Depois, disse:
- Nem imaginas a alegria que me dás ao dares-me essa resposta...
Naquele momento, Maria entrou na sala, sorrateiramente. Com um enorme sorriso, disse:
- Vamos lanchar, pombinhos?
- Hã?! Estavas aí? - perguntou Sandra, dando um salto.
- Sem querer, ouvi os últimos segundos da vossa conversa. Vá lá, Sandra! Gostava tanto que vocês se acertassem. Pela tua felicidade e pela do Luís, dá-lhe uma oportunidade...
- Preciso de um tempo...
- Esperar mais para quê?! Vocês já não sofreram o suficiente?! Acho que esse tempo que tu pedes só irá contribuir para prolongar, ainda mais, o teu sofrimento...
- Acho que tens razão, mas...
- Mas o quê?! Do que é que vocês estão à espera para darem o vosso primeiro beijo?
Luís e Sandra olharam-se olhos nos olhos, deram as mãos e beijaram-se.
Naquele exacto momento, em Paris, Sílvia, Álvaro e Catarina faziam as malas para um inesperado regresso a Portugal. A France Telecom decidiu não renovar o contrato com os pais de Sílvia e, depois de um mês de férias, os três preparavam a despedida à cidade-luz.
Três dias de viagem fizeram-se num abrir e fechar de olhos, pelas excelentes estradas de França e Espanha. A entrada em Portugal foi feita pela fronteira de Vilar Formoso. Sílvia estava contentíssima, pois tinha grandes esperanças de poder recuperar o amor de Luís. O namoro com Pierre já fazia parte do passado.
CONTINUA...
Obrigadaaa amigoo :D
Eu depois fazo uma vesitinhaaa ^^